domingo, fevereiro 01, 2009

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Ando a chamar por ti, demente, alucinada,

Aonde estás, amor ? Aonde ... aonde ... aonde ?

O eco ao pé de mim segreda ... desgraçada ...

E só a voz do eco, irónica , responde!

Estendo os braços meus ! Chamo por ti ainda !

O vento, aos meus ouvidos, soluça a murmurar;

Parece a tua voz, a tua voz tão linda

Cantando como um rio banhado de luar !

Eu grito a minha dor, a minha dor intensa !

Esta saudade enorme, esta saudade imensa !

E só a voz do eco à minha voz responde ...

Em gritos, a chorar, soluço o nome teu

E grito ao mar, à terra, ao puro azul do céu:

Aonde estás, amor ? Aonde ... aonde ... aonde ?

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