E eu que pensava que não ia me apaixonar nunca mais na vida, você me apareceu, sem sequer avisar. Disse coisas que eu precisava ouvir, pensar e sentir... Estava tudo planejado para uma vida perfeita.. parecia mentira - mas, será que não é? - No início, eu fiquei sem acreditar, mas os dias foram se passado e você me conquistando, me iludindo - típico dos homens - e eu pensei que você era diferente dos demais - que bobagem a minha.. - De uns dias para cá, sinto que algo está mudando - para bom? - acho que não; sinto-me triste, precisando de carinho e de atenção. O que me parecia algo bom e real, se transformou em coisa passageira. O que me parecia não ter mais fim, teve um fim sem sequer ter começado. Isso acontece sempre e, as vezes aprendemos com esses tropeços. Mas, de uma coisa eu posso te garantir... eu não aprendi obsolutamente NADA com você, apenas relembrei as dores e aprendizados do passado. Acho bom parar com isso! Essa história de sair por aí, magoando quem vê pelo caminho, não é legal. Lembre-se, "quem faz aqui, paga aqui...". Só isso tenho a dizer.
sábado, setembro 18, 2010
domingo, setembro 12, 2010
Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces. Porque, nada te poderei dar, senão a mágoa de me veres eternamente exausto. No entanto, a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida. E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz. Não te quero ter, porque em meu ser tudo estaria terminado. Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados, para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada, que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado. Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face, teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada. Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite. Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa. Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço e eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado. Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos. Mas, eu te possuirei como ninguém, porque poderei partir. E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas... serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.
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